segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bullying, brincadeira de criança ou maldade moderna?


O que era uma brincadeira (brincadeira??) de criança no passado, hoje se tornou um caso de polícia gerando medo, depressão, fobia, etc.
 Estamos falando de um ato infamatório conhecido como bullying, onde a criança, o adolescente ou o jovem sofre ou pratica agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas, seja dentro da escola ou fora dela e pela internet (bullying virtual).
Esse ato não está restrito somente as escolas embora, acredite-se, seja onde começa. Ele é praticado também no condomínio contra um vizinho, no clube, etc. Infelizmente não existe uma área de segurança contra o bullying. Ele é praticado contra alguém de cor diferente, opção comportamental, sexual, religiosa, uma deficiência física, ou simplesmente por ser o melhor aluno (um nerd).
O nome vem do inglês bully que quer dizer valentão e é isso que são esses agressores, valentões, não entendam errado eles não são valentes, são valentões, ou seja, o menor, mais fraco, sem boa aparência, inteligente, são os alvos de suas agressões físicas e verbais.

Qual a solução para frear o aumento dessa prática entre os alunos?
Punições contra a escola que embora avisada do que está acontecendo nada faz? Como se puniria?
·         Demitindo a diretora que se mostrar conivente com o ato?
·         Processando a escola?
O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro condenou o colégio Nossa Senhora da Piedade a pagar indenização por danos morais à família de uma ex-aluna que sofreu bullying. A indenização foi fixada em R$ 35 mil reais.
·         Multa através de trabalhos sociais nas escolas aos pais dos alunos comprovadamente envolvidos no ato?
Existe um documento que os pais de alunos podem tirar em cartório para o caso de precisarem provar na justiça o bullying contra seus filhos.
O documento se chama ata notarial. Para obtê-lo, a pessoa precisa ir até um cartório e descrever a ocorrência para o tabelião. Ele irá até o local dos fatos, fará observações e escreve o documento. Normalmente, a prática de bullying acontece nas escolas, interna ou externamente. O tabelião vai até o local descaracterizado, por isso, os agressores não sabem que ele está observando.
“É um documento exclusivo do tabelião, por meio da qual ele narra os fatos que ocorreram na presença dele. A ata é solicitada por alguém que precisa desse documento é pode ser avaliada por um juiz num eventual processo judicial”, explicou o tabelião Rubens Fabrício Barbosa.
Nos casos de bullying pela internet, o documento também pode ser utilizado. Entretanto, neste caso, ele é feito dentro do próprio cartório – o tabelião acessa a página na internet onde ocorrem as agressões e descreve os fatos no documento. O documento custa cerca de R$ 270 – o valor varia de acordo com o seu tamanho.

Pesquisa
Dentre os 5.168 estudantes de escolas públicas e particulares do País que participaram da pesquisa realizada pela ONG Plan Brasil, o levantamento constatou que 17% deles estavam envolvidos com bullying – o índice inclui vítimas e agressores.
O estudo, de 2009, também identificou que 31% dos alunos cometiam ou eram vítimas de bullying virtual (pela internet). Coordenadora da pesquisa, Cleodelice Zonato Fante afirmou que as escolas brasileiras não estão preparadas para enfrentar o problema. “Não existem programas efetivos. O que encontramos nas escolas são ações pontuais ou projetos que têm certa duração.”

Veja o video de como pode ser perigosa a reação de alguémque sofre o bullying.
Copie e cole no seu navegador o link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=v5vIXLwOMZk

Até agora não sabem os educadores, pedagogos, psicopedagogos, diretores e autoridades competentes como resolver o problema, mas uma coisa é certa muitas de nossas crianças, adolescentes e jovens continuarão sofrendo esse ato, isso até que se crie um mecanismo contra os agressores.

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